quinta-feira, 28 de abril de 2011

Terceira Cirurgia

Eis que chega o dia 27/04/11, depois de algumas confusões, pois, a UNIMED errou na autorização da cirurgia, somente TROCOU o nome do médico....
Tudo resolvido sem maiores prejuízos.
Eu e a Andréa (minha esposa) fomos ao COC em Campinas para realização da Osteotomia, ou seja, serrar a perna Tíbia) para iniciar o alongamento ósseo.
Tudo em ordem na cirurgia, somente a anestesista que atrasou por uma hora, mas tudo bem.
Cirurgia rápida, iniciou as 13:20 h e saí da Clínica as 16:30 h.
Família toda mobilizada de novo, telefonemas, visitas e tudo mais.
Volta do antibiótico, nada de dores, com uso de analgésicos, repouso absoluto, pois o fixador está solto e sinto ele o o osso se movimentar.
Nem pensar de colocar o pé no chão.
Muleta e cama.........
Hoje esta friozinho aqui e até que está bom ficar em repouso.
Amanhã cedo, aliás, cedo mesmo, as 07:00 h tenho que estar em Paulínia.
Conforme as novidade forem aparecendo vou informando.
Mais uma vez obrigado a todos pela torcida......

terça-feira, 26 de abril de 2011

Pré Cirurgico.

A festa da Manuela foi maravilhosa, ela estava linda como sempre e os meninos se divertiram demais.
Quero agradecer aqui minha esposa Andréa por ter feito tudo com muito capricho e amor, como sempre.
As dores continuaram, porém não foram "suficientes" para me tirar da festa.
Na segunda feira 25/04/2011 foi aniversário do meu Pai e deixo aqui meus votos de felicidades, saúde, paz e harmonia a esta pessoa que tanto tem me ajudado.
O consultório está lotado, pois opero na quarta feira e tenho que deixar todo mundo em ordem.
Segunda e terça de muito trabalho, um pouco de ansiedade pela nova cirurgia e também pelo que virá a seguir.
As limitações serão maiores, as dificuldades também, porém sei que tudo isso faz parte do processo de cura e a cada dia estou mais próximo de me libertar de tudo isso e ter minha vida normal de volta.
Tudo tem seu tempo e a paciência a cada dia é testada.
Bom, depois da cirurgia estarei de volta e relatando a vocês mais uma fase do tratamento.
Abraços a todos......

sábado, 23 de abril de 2011

Infelizmente Dor.

Ontem 22/04/11 foi aniversário da minha cunhada Alexandra, dia normal, fomos na casa do meu irmão, onde fiquei sentado o tempo todo.
Até então, tudo normal, porém ao chegar em casa as dores começaram firme e forte, nem preciso dizer que a noite foi terrível, acordei as 02:30 h e tive que tomar remédio, coisa que odeio, porém por vezes se faz necessário.
Acordei no dia 23/04/11 (hoje) com dor e passei quase o dia todo de repouso.
Amanhã tenho o aniversário da minha filha Manuela e espero estar melhor, pois já estou com visita em casa para a festinha.
Outro dia li uma frase que dizia o seguinte:


POR MAIS QUE SINTA DOR, NÃO SE TRANSFORME EM UMA DOR PARA OS OUTROS.


Achei interessante e verdadeira a frase acima.
A dor amarga a vida e precisamos ser vigilantes para não ficarmos amargos também.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pessoas que fizeram a diferença.

Dizem que na nossa vida passam algumas pessoas que são verdadeiros anjos, já acreditava nisso, porém depois do acontecido comigo passei a vivenciar esta experiência.
Bom, tenho uma família maravilhosa, uma mulher que segurou uma barra terrível, pois além do acidente, estava com minha nova casa em reforma e temos tres filhos pequenos.
A correria, o stress da reforma e além de tudo isso o acidente e em tudo que ele se transformou, ou seja, me deu todo apoio, atenção e força necessária para tocar em frente.
Sou profissional Liberal e funciona mais ou menos assim: Trabalhou ganha, não trabalhou não ganha...E aconteceu de ficar mais de um mês sem trabalhar e aí o negócio apertou.
Eis que surge um de meus anjos "familiares" meu irmão, Claudio S. Bernstein e me deu todo apoio necessário.
Retornei ao trabalho, porém como relatei anteriormente tive que parar de novo...
Mais um anjo apareceu, desta vez meu Pai, Pierre P. E. Bernstein e as coisas foram se encaixando a medida do possível.
As dificuldades vieram aparecendo e os anjos também, porém desta vez foram anjos "pacientes" a Dona Flávia Correa da Cunha e o Sr Rubens Barrichello Jr.
Bom até aqui só falei de problemas materiais, porém minha irmã, Paula S. Bernstein e minha Mãe, Augusta Sanches foram também sempre de grande ajuda.
Uso em meu consultório uma frase que senti na pele literalmente: Quando uma pessoa da família adoece (em uma família que é família no verdadeiro sentido da palavra) a família toda adoece junto.
E isso aconteceu comigo, infelizmente "deixei" todos doentes.
Por outro lado (existe sempre o lado bom das coisas) o acidente foi "bom" para saber com quem se pode contar, quão forte é o laço que tem com as pessoas a sua volta e o curioso é que tem pessoas que você achava que elas nem se lembravam de você e nesta hora "surgiram" e fizeram a diferença com palavras, e-mails, enfim com algum contato e tem outras que você "esperava mais" e nada aconteceu... 
A vida é assim, aprendizado sempre.


Peço aqui desculpas a toda minha família por ter estragado o Natal e Reveillon de todos, principalmente de minha esposa e filhos, por passarem por todas dificuldades e preocupações desnecessárias (se bem que nada na vida acontece por acaso, talvez tenha sido para nos fortalecermos como família) e principalmente por adoecerem junto comigo. 


Obrigado a todos os pacientes e amigos que se fizeram presentes seja da forma que for, a todos o meu desejo de gratidão.

O porque de fazer este Blog.

O motivo de fazer este Blog, ou melhor, os motivos são os seguintes:
1º minha mulher achou que deveria escrever meus relatos, pois, por causa do meu trabalho, sou uma pessoa muito conhecida aqui na cidade onde moro, muitas pessoas tem me perguntado o que aconteceu, como aconteceu, o porque de tudo isso, enfim, coisas comum de se querer saber quando alguém que conhece se acidentou.
2º As pessoas da cidade tem o direito de saber com quais médicos e serviços de saúde podem contar (principalmente na área de ortopedia), entender que o que aconteceu comigo, pode acontecer com elas, acredito que escrevendo aqui meus relatos elas ficarão mais "espertas" em relação ao ocorrido e se ela ou algum familiar passar pela mesma situação, já tem aqui uma experiência relatada e não "comerão as mesmas bolas" que eu comi acreditando em pessoas e profissionais sem a mínima capacidade e consideração com o ser humano.

Marcada nova Cirurgia

Trabalhando, tocando a vida  "normalmente", agora surgirá a nova etapa e já tem data marcada.
A nova cirurgia será dia 27/04/11 as 12:00 h em Campinas na Clínica COC, será uma cirurgia rápida como já reportei aqui, será uma Corticotomia.
A cirurgia deve demorar cerca de 01:00 h e volto para casa no mesmo dia.
Repouso por alguns dia e voltarei ao trabalho no dia 03/05/11.
Porém, dia 30/04/11 tenho as bodas de prata do meu Pai, que será um almoço no Sábado e no Domingo tenho o aniversário de um primo em São Paulo. 
Final de semana cheio, espero que consiga acompanhar toda esta programação.
Vamos deixar acontecer e depois reporto aqui como foi...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Consulta Paulínia Dr Rubens

A vida continuou as dificuldades foram aparecendo e sendo resolvidas, outras não...
O trabalho está indo bem, já me mudei para minha casa nova e devagar tudo se "encaixa".
Dia 30/03/11 de volta ao Dr Rubens novo RX de controle e tudo em ORDEM.
Programada nova cirurgia para meados de Abril, onde será feita uma Corticotomia e iniciando assim o alongamento ósseo dos 4,0 cm que foram retirados devido a infecção.
Nesta fase do tratamento deverei ficar de 06 a 08 meses sem colocar o pé esquerdo no chão, aliás, posso colocar no chão, porém sem carga, sem apoio.
Esta acho que será a maior dificuldade, pois meu trabalho exige que eu fique em pé algumas vezes e as adaptações serão mais severas agora.
Com a diferença no comprimento das pernas minha coluna anda reclamando e não podemos esquecer que fiquei por mais de 02 meses acamado o que fez com que eu perdesse muito tônus muscular, o que é normal neste caso.
O corpo todo sofre pelo imobilismo e não só o membro afetado.
Depois da Cirurgia terei que andar somente de muletas e aí sim o corpo irá reclamar mais ainda, assim sendo, não vejo a hora de poder voltar a musculação, afinal tenho tronco, perna direita e braços saudáveis e que necessitam de movimento e fortalecimento adequado para esta nova fase.

Vida "normal"...

Estamos no dia 10/03/2011...
Começo a trabalhar e a vida com o fixador tem outro sentido...
Me canso mais fácil, a mobilidade fica mais difícil, os movimentos mais lentos (a cabeça pensa, mas o corpo não acompanha), tenho dificuldades de me "encaixar" nos espaços, esbarro nas coisas, a paciência diminui, mas tudo isto é normal, pois ele é grande e com o tempo me adaptarei.
Pelo menos, voltei a atender meus pacientes e ter uma vida mais próxima do normal.
As adaptações se fazem necessárias, mas não posso deixar isso ser um obstáculo, um impecílio para viver normalmente.
No começo os pensamentos ficam fixos nele, nas limitações, na agressão visual que ele proporciona, porém com o tempo você vai aceitando.
Na verdade você vira o centro das atenções, por onde passa as pessoas ficam olhando, perguntam o que aconteceu, enfim, o fixador é grande, você não tem como esconde-lo então, fazer o que ? 
Só me resta responder as perguntas que me fazem, aceitar a situação e encarar o tratamento da melhor forma possível.
Tenho que entender que ele está aí para me ajudar, que sem ele talvez eu estaria sem minha perna, ou no mínimo ficaria "manco" para o resto da vida.
Como nada acontece por acaso e Deus não nos dá uma cruz maior do que possamos carregar, eu vou aqui carregando a minha e vivendo minha vida "normal".

terça-feira, 19 de abril de 2011

Nova consulta.

Bom, já estamos em Março de 2011, hoje é dia 06/03/2011 e meu irmão me levou para conhecermos  o Museu da TAM em São Carlos, 1ª saída depois de colocado o fixador.
Passeio muito legal para quem gosta de aviação, realmente vale a pena, qualquer dia eu volto lá...






Dia 09/03/2011, hoje retorno a Paulínia com o  Dr Rubens para o 1º RX de controle pós cirúrgico.
Rx em punho, TUDO PERFEITO, a infecção parece que cedeu...
As dores estão "tranquilas" e o mais legal é que volto a trabalhar amanhã e já posso voltar a dirigir.
Maravilha, já ando de bengala com mais agilidade.
Agilidade, acho que não é "ainda" o termo certo de se usar, mas, vamos ficar com este mesmo.
Trabalhar com fixador não será nada fácil, porém, dormir com ele é TERRÍVEL, ele pesa, enrosca nos lençóis, fura edredons e minha mulher fica fula da vida, com razão.
Outro dia sem querer meu filho Augusto esbarrou na gaiola e deu uma torção no meu joelho, nem preciso dizer o quanto doeu, mas tudo bem, vamos levando.





Cada dia uma vitória.

Bom, depois de receber tanta paulada, parece que as coisas vão começando a melhorar.
As dores estão diminuindo, o edema (inchaço) está melhorando, enfim, agora sim parece com um pós operatório normal.
Sempre acamado e com a perna para cima, está sendo um mês difícil, mas dentro do previsto.
Não tenho mais posição na cama, já li bastante, vi muita televisão, usei muito computador, enfim, já fiz de tudo e estou cansado de ficar na cama.
Faço meus exercícios para tentar manter as funções de joelho e tornozelo, tentar não perder tanta musculatura da perna afetada e conter o edema.
A "gaiola" pesa, mas percebo que devagar vou recuperando a força, principalmente de Bíceps Femoral.
Devagar e sempre.
Saídas somente para ir ao médico ou fazer exames.
Tudo dentro do normal e o melhor, sem grandes dores....

Pós cirúrgico com o fixador.

Tamanha foi minha surpresa ao chegar em casa quando vi que minha esposa me montou um verdadeiro home care, com direito a cama hospitalar e tudo mais.
Nem preciso dizer a felicidade que tive ao ver a meninada, o Pedro até foi no hospital me visitar, mas não o deixaram entrar, neste dia a Andréa levou meu celular pra ele ficar jogando na recepção e quando pego o telefone de volta, vejo que ele tirou uma foto dele... este menino é especial, de uma sensibilidade tamanha que não da para descrever...
Bom, a recuperação em casa com certeza é melhor que no Hospital, porém as limitações são grandes.
Sempre de cama, com a perna afetada para cima para drenar o edema e troca dos curativos duas vezes ao dia com a mais perfeita assepsia possível.
O Dr Rubens me pediu uma escanometria (exames de RX que serve para ver o comprimento dos ossos), fiz em Vinhedo mesmo.
Fiquei um pouco triste ao saber o resultado...na verdade perdi 4,0 cm da perna e não 3,0 cm como era previsto, isto significa ficar mais um bom tempo com o fixador externo...
Porém, meu desejo maior é me livrar desta infecção logo e continuar a trabalhar e levar a vida o mais próximo possível do normal.

Segunda Cirurgia

Chegamos as 15:00 h no dia 10/02/11, Hospital Madre Theodora em Campinas, cirurgia marcada para as 17:00 h.
Ficamos na recepção do Hospital por 01:00 hora esperando por vaga, ou sei lá o que !!!
Depois deste tempo, fui encaminhado para o quarto e meus familiares foram embora, pois não tinha a necessidade de ficarem lá, pois a cirurgia iria demorar por volta de 05:00 h.
Bom, a cirurgia foi bem sucedida e a 01:oo h da manhã ligo para minha esposa dando as notícias.




Pós cirúrgico bom, e 02 dias depois o Dr Rubens me faz caminhar pelo corredor do Hospital de andador e depois sem o mesmo...
Difícil... o andar é complicado, o Ilizarov é pesado e estou sem força nenhuma na perna, pois a mesma está mais de 02 meses infectada e sem utilização adequada.
Medicado no Hospital fiquei com menos dor, mas o desconforto do fixador era grande.
A previsão era de ficar de 30 a 45 dias no Hospital me recuperando da infecção, porém chega o Dr Rubens e me dá uma ótima notícia:
Jorge, tirei todo foco da infecção, toda borda, foram aproximadamente 3,0 cm de osso necrosado e retirado, você sai do Hospital no Domingo...
Fiquei muito feliz, pois já estava imaginando como seria ficar um mês sem ver meus filhos e ver minha esposa somente uma hora por dia...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Nova conduta de tratamento, apresentando o Ilizarov.

Ao chegar em Paulínia no Dr Rubens, fiz um RX e ele me orientou em tirar a haste intramedular e colocar um fixador externo chamado Ilizarov.
Eu já o conhecia da literatura e de ver "nos outros" porém isso em mim ?????
Como assim, um cara ativo e que teria que ficar restrito por 12 meses !!!!!!!!!!!!
Não aceitava, porém dei sequencia aos exames que ele me pediu para marcarmos a nova cirurgia.
Fui procurar outro médico em Jundiaí e a conduta foi a mesma.
Bom, fiz a tal fistulografia, exame que consiste em injetar contraste na fístula para ver a extensão dos danos, nem preciso dizer o quando é dolorido....
O Dr Rubens me mandou para fazer mais exames no Hospital da PUC, pois talvez operaríamos lá.
E lá fui eu no dia 07/02 fazer novos RX, exames de sangue e consulta pré anestésica.
Ida para Campinas na Unimed para autorização da cirurgia. Espera de 03 dias......
Mudança de planos, operaremos no dia 10/02 no Hospital Madre Theodora em Campinas, nova consulta pré anestésica.
Saiu a autorização, finalmente ia começar o novo tratamento e com isso espero me livrar desta infecção que me deixa de cama desde 28/01...

Peregrinação...

Começa a peregrinação aos médicos e graças a um paciente meu consegui consulta com um ótimo Ortopedista de Campinas.
Ele me solicitou uma Cintilografia e Tomografia para verificarmos a extensão dos danos.
Com exames em punho, retornei ao Dr. Antonio Carlos de Melo Rodrigues no dia 27/01/11.
Ao ver os exames ele me explicou o quanto era sério o problema, correndo risco inclusive de amputação, pois a infecção já tinha atingido a perna toda e me encaminhou direto para um colega em Paulínia que é presidente da A.S.A.M.I. Dr Rubens Fichelli Jr que me atendeu prontamente.
O que ocorreu é que a infecção atingiu a haste intramedular e criou um biofilme e tomou a perna toda...

Dores, limitações e falta de paciência...

Passadas as "festas e comemorações" de final de ano, que estraguei de toda família este ano.
Voltei a trabalhar dia 03/01/11, porém as limitações eram grandes devido as dores.
Mas, como tudo estava "dentro do esperado", bola pra frente.
Lá pelo dia 15/01 as dores começaram a ficar terríveis e procurei meu médico mas ele estava de férias e o outro que me operou só tinha horário pra o final do mês, mesmo relatando meu caso.
Procurei outro Ortopedista agora na cidade de Valinhos, fizemos um RX e ele me deu a notícia de que provavelmente eu estava com uma Osteomielite.
Bom sei de toda patologia, tratamento e é nestas horas que a melhor coisa é ser leigo no assunto, nem preciso dizer o quanto fiquei arrasado.
Foram dias difíceis, mas tinha que tomar uma providência rápido.

Recuperação...

Passado susto inicial, operação, hospital, família já mais calma, pacientes avisados e reorganizada agenda.
Começa minha recuperação, como fisioterapeuta iniciei ainda no hospital alguns exercícios para não perder muitas funções, principalmente de joelho e tornozelo.
Ida ao médico dia 30/11/10 para troca de curativos e visualização dos ferimentos.
Fase ainda sem poder colocar carga no membro afetado.
O mesmo disse que está tudo bem, somente fazer repouso e deixar a perna pra cima para drenar o edema.
Volta ao médico dia 03/12/10, mesma rotina.
A dor não passa e o edema continua grande, até aqui tudo normal, porém mudaram o antibiótico.
Dia 07/12/10 conduta continua a mesma...
Dia 10/12/10 mesmo tratamento, dores fortes e edema que já era para estar diminuindo ainda continua grande, suspeito que tem algo "diferente" falo com o médico e nada feito, "é assim mesmo Jorge".... fazer o que ? Não sou médico.....porém ja ví muitas fraturas e cirurgias, mas.....
Dia 14/12/10 fui liberado para trocar os curativos em casa, conduta permanece.
No mesmo dia 14/11/10 conversei com um grande amigo e médico Dr Edmond Saab Jr e demos início a Câmara Hiperbárica, onde fiz 09 sessões com ótimos resultados.
Dia 17/12/10 Rx de controle, de acordo com o médico tudo bem..........
dia 22/12/10 recebo alta do médico, mesmo com uma fístula vazando sem parar e dores absurdas.
Agora Jorge, você é da área, sabe o que fazer e bola pra frente....
Totalmente sem noção............

Como "tudo" começou...

Era uma quarta feira, dia 24/11/10 as 17:30h .
Voltava de São Paulo com minha moto e ao sair da Anhanguera e entrar no trevo de Vinhedo a moto escorregou e fui para no guard rail.
Estava devagar e por sorte fiz somente uma fratura exposta na Tíbia esquerda (fratura do para choque), coisa comum e acontece com qualquer motociclista, pois quem tem moto sabe que quedas e pequenos acidentes fazem parte do "pacote".
Passado o susto inicial, percebi que somente havia fratura a perna e nada mais.
O problema veio a seguir:
O resgate demorou 40 minutos para me socorrer (um percurso que não dá nem 3 KM), neste meio tempo fiquei deitado na estrada com o ferimento aberto e exposto a todo tipo de impurezas.
Após ser levado ao Hospital da Cidade fiquei mais 03:00 h (tres horas) esperando ser atendido, isto porque tenho um bom convênio, imagina se não tivesse...
No "pronto" atendimento fizeram a redução (colocar o osso no lugar) sem anestesia, suturaram meus ferimentos e me internaram para uma possível cirurgia no dia posterior.
Noite terrível, família toda mobilizada, dores absurdas, mas na manhã seguinte optamos (minha esposa) pela cirurgia.
A cirurgia consiste em colocar uma haste dentro do osso e bloqueá-la com parafusos.
Informei os Ortopedistas (eram 02 e prefiro não citar nomes) o que havia ocorrido, que não fizeram  limpeza nenhuma do ferimento e ele me respondeu:
Tudo bem, pode deixar que na cirurgia a gente abre tudo, lava e sutura de novo.
Bom, como sou da área da saúde e fisioterapeuta na área de Ortopedia sei todo procedimento e sei também que "pularam" certas etapas no meu caso.
Ao voltar da cirurgia olho minha perna e vejo tudo como estava antes, ou seja, não abriram os ferimentos e lavaram.
Ao falar com o médico ele me receitou um antibiótico e disse que o mesmo faria o serviço de evitar qualquer infecção.
No Domingo, dia 28/11/10 recebi alta hospitalar e fui para casa.

Um pouco da minha história...

Desde pequeno sempre fui muito inquieto, impaciente (coisa que tento mudar até hoje), agitado, não parava quieto em lugar nenhum.
Fui crescendo, comecei a trabalhar muito cedo (13 anos) e as responsabilidades aconteceram.
Até então nada de anormal, coisas da vida comum.
Desde pequeno, sempre gostei de esportes, máquinas e das "duas rodas", andava muito de bicicleta e cheguei a trabalhar com a mesma em um cartório de protestos entregando os tais avisos de que o nome do "cidadão" ia pro "pau"...
O tempo passou, fui crescendo e com isso os brinquedos também, tive várias motos, mobiletes, triciclo, carros e me apaixonei pelas motos Custom, ou estradeiras como falam por aí.
Quanto aos esportes, pratiquei natação, jiu-jitsu, mountain bike, musculação, corrida, enfim sempre fui muito ativo.
Acho que pela minha inquietude que me é peculiar, mudei de profissão depois de adulto e hoje sou muito feliz e grato pela profissão que escolhi, adoro cuidar das pessoas e realmente gosto do ser humano, acho que ela ainda tem "salvação"...
Me casei, tenho tres filhos e esposa maravilhosos, mas a paixão pelas maquinas continuou...