Estamos no dia 10/03/2011...
Começo a trabalhar e a vida com o fixador tem outro sentido...
Me canso mais fácil, a mobilidade fica mais difícil, os movimentos mais lentos (a cabeça pensa, mas o corpo não acompanha), tenho dificuldades de me "encaixar" nos espaços, esbarro nas coisas, a paciência diminui, mas tudo isto é normal, pois ele é grande e com o tempo me adaptarei.
Pelo menos, voltei a atender meus pacientes e ter uma vida mais próxima do normal.
As adaptações se fazem necessárias, mas não posso deixar isso ser um obstáculo, um impecílio para viver normalmente.
No começo os pensamentos ficam fixos nele, nas limitações, na agressão visual que ele proporciona, porém com o tempo você vai aceitando.
Na verdade você vira o centro das atenções, por onde passa as pessoas ficam olhando, perguntam o que aconteceu, enfim, o fixador é grande, você não tem como esconde-lo então, fazer o que ?
Só me resta responder as perguntas que me fazem, aceitar a situação e encarar o tratamento da melhor forma possível.
Tenho que entender que ele está aí para me ajudar, que sem ele talvez eu estaria sem minha perna, ou no mínimo ficaria "manco" para o resto da vida.
Como nada acontece por acaso e Deus não nos dá uma cruz maior do que possamos carregar, eu vou aqui carregando a minha e vivendo minha vida "normal".
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